Biomedicina - 2017

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RESUMO

A obesidade é um processo inflamatório crônico, que desencadeia muitos problemas de saúde, dentre os quais se destacam as complicações cardiovasculares devido a sua alta taxa de mortalidade, e se apresentam como as principais causas de morte em mulheres e homens no Brasil. Neste âmbito as folhas de chá Verde e de Oliveira podem ser ferramentas valiosas, uma vez que possuem compostos fenólicos de poderosa ação antioxidante, anti inflamatória e cardioprotetora. O presente estudo teve como propósito realizar uma revisão bibliográfica acerca dos principais compostos fenólicos encontrados nas folhas de Chá Verde e de Oliveira e avaliar e comparar seus efeitos em relação à obesidade e cardioproteção. Para elaboração da pesquisa utilizou-se artigos já publicados, nas línguas portuguesa e inglesa, no período de 1996 a 2016 nas seguintes bases de dados: Pubmed, Scielo, Science direct, e NCBI, assim como livros. Utilizando os seguintes descritores: Compostos fenólicos, folhas de oliveira, folhas de chá verde, catequinas, oleuropeina, hidroxitirosol, obesidade e cardioproteção. A partir da análise dos estudos realizados por diversos autores, verificou-se que os compostos fenólicos das folhas de Chá Verde e Oliveira demonstram alta atividade antioxidante, a partir da análise em diversas metodologias como DPPH, ABTS e FRAP. Tanto em modelos animais e humanos esses compostos apresentaram diminuição dos níveis de colesterol e marcadores de estresse oxidativo, bem como reversão de quadros de deposição de gordura e resistência à insulina. Desta forma, concluiu-se que em tempos nos quais a obesidade, o sobrepeso, e as doenças cardiovasculares vem se tornando cada vez mais comuns, o uso dessas plantas representa um potencial aliado à vida diária da população, apesar de serem necessários mais estudos utilizando infusões das folhas a fim de trazer esse conhecimento ao alcance da população em geral.

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O açaí (Euterpe oleraceae) é uma espécie nativa da região amazônica, muito utilizado na dieta dos paraenses. Alimento de alto valor energético, apresenta em seu teor de lipídios o ômega 6 e ômega 9, é rico em fibras, vitamina E, proteínas, minerais fotoquímicos e efeitos antioxidantes. Sua propriedade antioxidante deve-se a presença significativa de antocianinas. Foram realizadas análises microbiológicas para avaliar a qualidade do açaí quanto as análises de coliformes totais, coliformes termotolerantes, bactérias aeróbias mesófilas e para bolores e leveduras em amostras de açaí comercializadas na cidade de Santa Luzia do Pará, nordeste paraense. Foram analisadas 36 amostras de diferentes pontos da cidade. As análises foram realizadas através das técnicas do número mais provável e pour plate segundo metodologia descrita em Silva et al (2010). Todas as amostras analisadas apresentaram-se dentro dos padrões microbiológicos estabelecidos pela legislação para coliformes totais e coliformes termotolerantes para este grupo de microrganismo; Para bactérias aeróbias mesófilas os resultados encontrados variaram de (1,0x102 a 4,1x105) UFC/mL; Para contagem de bolores e leveduras, 89% das amostras estavam fora dos limites estabelecidos pela legislação brasileira. Foram aplicados questionários aos batedores de açaí, abordando desde o uso dos EPI’s até a conservação do açaí após o processamento, a fim de avaliar o conhecimento dos mesmos sobre as etapas do processo de produção. Após os resultados das analises e aplicação dos questionários concluiu-se que o açaí comercializado em Santa Luzia do Pará encontra-se na sua maioria baixa qualidade higiênico-sanitária para o grupo de microrganismos bolores e leveduras, provavelmente devido a falhas durante o processamento e manipulação do produto, uma vez que a maioria dos batedores relatam não ter recebido treinamento. Torna-se importante assim o treinamento dos mesmos.

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Os geohelmintos em alguma fase de seu desenvolvimento deverão passar pelo solo e este deve oferecer fatores que favorecem a disseminação e permanência de ovos e larvas no seu interior. Do ponto de vista ecológico, as parasitoses devem ser analisadas levando-se em consideração o sistema parasito-hospedeiro-ambiente. Este trabalho busca pesquisar a presença de estruturas parasitárias na areia das praias da ilha de Cotijuba utilizando duas técnicas parasitologias: Hoffman, Pons e Janer adaptado e Rugai adaptado. A metodologia utilizada foi baseada em divisão por quadrantes (quatro) onde cada um foi analisado de forma individual e pesquisadas 25 lâminas do método de Hoffman, Pons e Janer adaptado e 25 do método de Rugai adaptado por quadrante. Das praias analisadas três demonstraram maior frequência: praia da flexeira com 3/4 dos quadrantes positivos, praia da saudade com 2/4 dos quadrantes positivos e praia funda com 2/4 dos quadrantes positivos para o método de Hoffman, Pons e Janer e 1/4 para o método de Rugai; e três um menor índice: praia do vai-quem-quer, praia do amor e praia do farol. Aquelas com maior taxa de positividade são consideradas praias residências, com baixo fluxo de turistas, e apresentam uma grande parcela de vegetação, já as com menor índice, são aquelas ditas como praias comerciais, onde o turismo é elevado e há presença de estabelecimentos comerciais. A ação do homem interfere diretamente no ambiente, logo, planejamentos acerca da ocupação territorial e saneamento devem ser implantadas para que ambas partes possam conviver sem causar danos um ao outro.

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A gastrenterite aguda é uma importante causa de morbimortalidade tanto em seres humanos quanto em animais jovens. As infecções por rotavírus (RV) têm se mostrado com caráter zoonótico, devido a sua possibilidade de sofrer rearranjo e a sua extensa diversidade genética, acometendo principalmente animais silvestres, ruminantes, suínos, caninos, felinos e aves. O presente estudo objetivou a detecção de rotavírus A em 100 amostras de animais silvestres (50 morcegos e 50 roedores), coletadas no município de Viseu no período de setembro de 2014 a março de 2016. As amostras fecais foram submetidas à suspensão e triagem de RVA pelo teste imunocromatográfico (TI), por meio do kit RIDA® QUICK Rotavírus. Todas as amostras foram extraídas em laboratório NB-3 pelo método de Boom e submetidos à eletroforese em gel de poliacrilamida (EGPA), seguida pela Reação em Cadeia da Polimerase precedida de Transcrição Reversa (RT-PCR) para a detecção do gene VP6. Os produtos obtidos foram submetidos à eletroforese em gel de agarose 1,5%. Os amplicons foram purificados pelo kit EasyPrep PCR Cleanup Mini® e sequenciados pelo método de Sanger com o kit Big Dye® Terminator. As sequências nucleotídicas obtidas foram alinhadas e editadas com o software Geneious. As árvores filogenéticas foram montadas com o programa Mega v.7. Para comparar as positividades entre as populações estudadas, foi aplicado o teste G, usando o Programa BioEstat 5.3, aplicando-o com o valor de α = 0,05. Dentre as 100 amostras fecais testadas, obtiveram-se 3% (3/100) de positividade para RVA, genótipo I2, sendo que 6 % (3/50) das positivas isoladas foram detectadas em morcegos. A respeito do EGPA e do TI, todas as amostras apresentaram-se negativas. Foi realizado o teste G para avaliar a significância de positividade entre as populações estudadas e o valor de p foi de 0,0392. Portanto, este resultado é significante para um α = 0,05. O presente estudo demonstrou circulação de RVA do genótipo I2 de origem humana em 3 amostras de morcegos. Em roedores, não houve positividade em nenhuma das amostras. Contudo, torna-se importante a genotipagem das amostras positivas destes animais, para um melhor entendimento da origem e do padrão evolutivo do RV.

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A enzima telomerase atua em processos importantes tais como, o envelhecimento celular e a carcinogênese. Com poucas divulgações relacionadas ao tema, a sociedade precisa ser informada sobre a ação da enzima telomerase nos referidos processos. Com isso, esse trabalho tem como objetivo explicar a ação da enzima telomerase nos processos de envelhecimento e carcinogênese. Para tanto, foi realizada uma revisão bibliográfica em materiais publicados em banco de dados como Google acadêmico, Scielo e Pubmed. Foram selecionados 73 trabalhos para a elaboração do manuscrito, dos quais 18 (25%) foram utilizados para responder os objetivos. Dos 18 artigos selecionados para os resultados 11 (62%) serviram para identificar os efeitos das principais alterações observadas nas proteínas que auxiliam na ação da enzima telomerase; 4 (22%) descreviam o efeito da vitamina D no controle da expressão da telomerase em células neoplásicas e 3 (16%) informavam o efeito de substâncias que atuam na indução da telomerase para o processo de rejuvenescimento celular. Podem ocorrer diversas alterações nos genes e proteínas que auxiliam na ação da telomerase, provocando um aumento ou inibição de sua função. A vitamina D pode atuar de maneira sinérgica e antagônica com a telomerase. Além disso, existe uma substância denominada TA-65 que está associada ao processo de rejuvenescimento, pois induz a ação da telomerase em células somáticas. Sendo assim, os objetivos do trabalho foram alcançados visto que o tema é de grande relevância. Porém, são necessários mais estudos que possam contribuir e aprimorar os dados obtidos nesse trabalho.

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O objetivo deste trabalho foi caracterizar fenotipicamente e genotipicamente isolados de enterobactérias através da determinação do perfil de resistência aos antimicrobianos β-lactâmicos e pesquisa dos genes blaCTX-M, blaTEM e blaSHV. Foram analisadas 176 amostras provenientes de pacientes atendidos no ambulatório do Instituto Evandro Chagas, no período de 2012 a 2016. A susceptibilidade aos agentes antimicrobianos dos isolados foi avaliada pelo método de difusão de discos e pelo sistema automatizado VITEK 2. Dos 176 isolados 7,95% (14/176) das amostras apresentaram um perfil de resistência aos antimicrobianos β-lactâmicos, destes o gênero Enterobacter spp. foi o mais isolado (42,87%), através do teste de suscetibilidade aos antimicrobianos realizado nas 14 amostras indicativas para a produção de ESBL, observou-se que 100% das amostras foram resistentes à ampicilina e as cefalosporinas de primeira e segunda geração, 85% dos isolados foram resistentes à cefalosporina de terceira geração e 9% resistente à cefalosporina de quarta geração. Identificou-se um isolado de Escherichia coli resistente à todas as cefalosporinas, incluindo as de amplo espectro e ao aztreonam. Verificou-se também, um isolado de Enterobacter spp resistente ao ertapenem. Dos isolados positivos para a produção de ESBL através do estudo fenotípico, 92% deles apresentaram amplificação para o gene blaCTX-M e 19% para o gene blaTEM. Os genes blaCTX-M e blaTEM foram encontrados em 14% dos isolados estudados, respectivamente. Em nenhum isolado foi identificado o gene blaSHV. Os resultados deste estudo demonstram que a avaliação contínua da resistência aos β-lactâmicos em enterobactérias é extremamente importante, pois ficou comprovado a permanência e a disseminação de enterobactérias produtoras de β-lactamases, evidenciando a importância de uma avaliação contínua e estratégias eficientes para diminuir a propagação destes agentes.

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O Vírus dengue é o causador da doença transmitida por vetor mosquito mais prevalente no mundo, especialmente em países tropicais propícios ao vetor. A doença leva a óbito por complicações da febre hemorrágica da dengue (DHF) cuja patologia está conectada principalmente à resposta imunológica do hospedeiro que por sua vez pode ser influenciada por muitos fatores, inclusive por regulação pós transcricional de moléculas de RNA não codificante como os microRNA (miRNA). Estudos recentes demonstraram que variações na sequência do miRNA, as isoformas de miRNA (isomiRs), podem apresentar diferentes funções e características, afetando inclusive no efeito final do miRNA. Dessa forma, o objetivo foi identificar a expressão diferencial de isomiRs e identificar novos miRNAs do tecido hepático na DHF. Para a análise, utilizamos 5 amostras de fígado de pacientes que faleceram por DHF e 5 amostras de fígado controle, todas previamente sequenciadas pela plataforma MiSeq (Illumina). Identificamos um total de 188 isoformas diferencialmente expressas entre os grupos controle e DHF. Sendo que para os miRNAs hsa-122-5p, hsa-126-5p, hsa-146a e hsa-423-5p, previamente associados com a DHF em tecido hepático in vivo, foram encontradas diversas isoformas que podem ser associadas a doença. Analisando o perfil de isoformas foi possível identificar discrepâncias na expressão e possivelmente na função das isoformas de um mesmo miRNA canônico. Além disso, foram detectados 9 possíveis novos miRNAs que regulariam 76 alvos gênicos potencialmente influenciando em 131 vias e processos metabólicos celulares. Determinando desta forma, a importância dos isomiRs no miRNome da DHF que está associado a sintomatologia da doença.

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A malária é uma doença infecciosa, não contagiosa, de evolução crônica, com manifestações episódicas de caráter agudo e períodos de latência que podem simular a cura, causada por protozoários do gênero Plasmodium, transmitidos ao homem por fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. Cinco espécies do gênero Plasmodium são responsáveis pelas infecções de malária em seres humanos, o uso de mosquiteiros impregnados no controle dos vetores da malária seria uma alternativa às inadequações das habitações rurais à borrifação intradomiciliar, o objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do mosquiteiro impregnado com alfa-cipermetrina no controle da malária em comunidades do município de Ponta de Pedras Para-Brasil. Para elaboração desta pesquisa, coletamos informações das fichas do SIVEP-MALÁRIA dos laboratórios de Ponta de Pedras na ilha de Marajó, no período de janeiro de 2007 a junho de 2016, onde foram distribuídos os mosquiteiros impregnados com inseticida em 14 comunidades. O estudo demonstra que houve uma significativa redução dos números de casos de malária nas 14 comunidades estudadas, a média do número de casos antes da introdução do mosquiteiro impregnado com alfa-cipermetrina (2007-2012), foi de 191,2 e após o a distribuição do mosquiteiro (2013-2016), tivemos uma média de 4,07 casos. Os mosquiteiros se mostraram eficiente no controle da malária, desde que usados da forma recomenda pelo fabricante.

 

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Os Erros Inatos do Metabolismo (EIM) são distúrbios hereditários transmitidos, na sua quase totalidade, de maneira autossômica recessiva. Individualmente são doenças raras, mas em seu conjunto atingem pelo menos 1: 1.000 nascimentos. Os EIM podem ser divididos em dois grandes grupos: os de pequenas moléculas e os de moléculas complexas (Doenças de Depósito Lisossômico - DDL). As DDLs podem ser classificadas conforme o tipo de substrato acumulado em: Mucopolissacarídeos (MPS), glicoproteinoses, esfingolipidoses, glicogenoses e outras. A Síndrome de Mórquio é uma mucopolissacaridose do tipo IVB (MPS IVB), causada pela deficiência da enzima lisossomal β-galactosidase. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito dos diferentes procedimentos laboratoriais envolvidos na coleta, processamento e armazenamento de amostras biológicas sobre a atividade da enzima lisossomal β-galactosidase. Para os ensaios, foram utilizados 20 mL de sangue periférico (10mL coletado com heparina, 10mL com EDTA) de 20 indivíduos sadios, homens e mulheres, com faixa etária variando entre 19 e 40 anos: 40 amostras de sangue para separação de leucócitos e 40 amostras de sangue impregnadas em papel filtro (SIPF) (20 em heparina e 20 com EDTA). As amostras de leucócitos foram divididas em cinco grupos de acordo com o tempo de armazenamento, e a partir do segundo cada um foi subdividido em dois subgrupos, onde a metade ficou armazenada à temperatura de 4ºC e a outra metade à temperatura de 25ºC. Das 40 amostras coletadas, apenas 26 foram viáveis no ensaio enzimático da beta-galactosidase em leucócitos. A partir de 48 horas metade das amostras que ficaram armazenadas à temperatura de 25ºC tornaram-se inviáveis a separação leucocitária, de modo que não houve separação em amostra armazenadas por 96 horas, em ambos os anticoagulantes (heparina e EDTA). Em relação ao tempo e temperatura de armazenamento, a atividade da enzima β-galactosidase não apresentou diferença significativa. Não houve diferença estatística entre as amostras de SIPF coletadas com heparina e EDTA.

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A cerveja é uma bebida obtida por meio da fermentação alcóolica do mosto cervejeiro, comumente comercializada em embalagens metálicas, devido sua leveza e praticidade, o que aumenta a popularidade diante os consumidores. Assim, esse estudo tem como objetivo descrever o perfil de contaminação microbiológica presente na superfície de latas de cervejas. Para elaboração foi realizada revisão sistemática da literatura, a partir da compilação de materiais como artigos, livros, periódicos, resumos, monografias, teses e dissertações, provenientes da língua nativa, já publicadas e disponíveis nas bases de dados Scielo, Lilacs, BVS, CAPES e Google Acadêmico. Foram selecionados doze artigos, que relatam a associação de contaminação microbiológica e latas de cervejas, onde se observou que os coliformes termo tolerantes são os micro-organismos de maior predomínio, além de 85% dos autores apontarem haver contaminação nas latas com selo higiênico. Isso demonstra que as latas de cerveja, seja ela com ou sem o selo de proteção não assegura ao consumidor uma ingestão livre de contaminações.

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A anemia falciforme é uma hemoglobinopatia resultante de uma mutação pontual onde ocorre a substituição da base nitrogenada Adenina por Timina (GAG → GTG) no segundo nucleotídeo do sexto códon do gene da beta-globina resultando na troca do aminoácido ácido glutâmico pela valina na sexta posição da sua cadeia polipeptídica, originando a síntese de uma hemoglobina anormal, a hemoglobina falciforme (HbS) – do inglês “Sikle”. A HbS altera as propriedades físico-químicas dos eritrócitos, e em condições de baixas tensões de oxigênio, sofre um processo de polimerização provocando a perda da deformabilidade característica das hemácias, deixando-as com o aspecto de “foice”. Este estudo objetiva destacar a importância do diagnóstico precoce e da prática do aconselhamento genético em indivíduos portadores de anemia falciforme, como ferramentas de promoção à saúde destes indivíduos, por meio de uma revisão sistemática da literatura de publicações realizadas no período de 2007 a 2017. Para chegar aos resultados, foram qualificadas 25 bibliografias, entre artigos, teses, monografias, entre outros, que permitiram concluir que o diagnóstico precoce da anemia falciforme possibilita a adoção de medidas profiláticas antes das manifestações clínicas da doença e possibilita, ainda, a implementação do aconselhamento genético como forma de prevenção da doença.

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Diversas patologias são causadas ou influenciadas pelo meio ambiente sendo o desenvolvimento dos distúrbios metabólicos diretamente ligados a esses fatores ambientais, visto isto é notório o uso de produtos naturais, dentre este Euterpe oleracea arecaceae, como métodos de tratamento e prevenção. Este trabalho tem por objetivo principal avaliar a utilização e os efeitos da Euterpe oleracea arecaceae nas principais síndromes metabólicas, o diabetes mellitus e dislipidemias. É um estudo do tipo revisão sistemático observacional retrospectivo. Foi realizada uma busca ativa dos artigos científicos publicados nos idiomas português e inglês nas principais bases de dados científicas, incluiu-se neste trabalho os estudos publicados no ano de 2007 á 2017, que relatavam sobre o use de produtos naturais que abordavam a associação do uso do açaí aos distúrbios metabólicos. Foram encontrados no total 119 arquivos que versaram sobre distúrbios metabólicos e sobre o açaí, entretanto apenas 13 faziam associação do uso do açaí aos distúrbios metabólicos e foram estes que foram utilizados para o desenvolvimento do resultado e discussão, dentre esses estudos, os autores foram unânime em atribuir alto potencial antioxidante do açaí em seus compostos fenólicos, flavonoides e outros compostos que ajudam na redução e prevenção dos principais distúrbios metabólicos. Conclui- se assim que os objetivos propostos para este trabalho foi alcançado com sucesso, entretanto existe a necessidade de mais estudos controlados in vivo, para enfatizar os efeitos do açaí nos distúrbios metabólicos, pois a maioria dos estudos se direcionam a outras plantas medicinais e aos aspectos físico-químicos do açaí.

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A fécula de mandioca é um subproduto da Manihot esculenta Crantz (mandioca) muito versátil, sendo utilizada nos diversos meios industriais, como na indústria alimentícia na fabricação de diversos alimentos como a tapioquinha. Devido ao grande consumo de fécula de mandioca na atualidade, este trabalho tem como objetivo determinar os parâmetros físico-químicos e a concentração de cianeto total das féculas de mandioca comercializadas em feiras livres de Belém-PA antes e pós-cocção. O estudo foi realizado em duas feiras livres de Belém, denominadas 1 e 2. Foram selecionadas amostras de fécula por sorteio simples, representando 30% do total de 27 boxes que comercializam o produto. O estudo é observacional do tipo transversal analítico. Os parâmetros físico-químico realizados foram pH, acidez titulável, teor de umidade segundo a metodologia Adolfo Lutz e AOAC. A dosagem do HCN foi realizada pelo método da hidrolise ácida e linamarase na presença de linamarina da amostra, através da espectrofotometria de absorção UV a um comprimento de onda de 510 nm. Os resultados do parâmetro físico-químico demonstram que os valores de pH e acidez encontram-se dentro do preconizado pela Instrução Normativa n°23 e pela Resolução – CNNPA n°12, e a umidade apresentou um valor de no máximo 50%, acima do recomendado de <14%. Já para os resultados da toxicidade, podemos afirmar que o processo de cocção foi capaz de reduzir a concentração de cianeto na amostra, com uma redução de 70,4%, como visto na Feira 1. Esse processo permite que a amostra encontre-se dentro do preconizado pela OMS e Codex Alimentarius de 10mg HCN/kg. Pelo fato da produção de fécula ainda ser realizada de modo artesanal, pode acabar apresentando teores de cianeto. O processo de cocção é essencial para a redução desta concentração tornando o produto próprio para consumo, sendo recomendado evitar o consumo exacerbado deste alimento, por gerar uma acumulação deste no organismo, gerando o surgimento de várias patologias.

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Para desenvolvimento do tema “Fatores de risco e comorbidades associadas ao Diabetes Mellitus tipo 2: uma revisão bibliográfica”, foi realizado um estudo de revisão da literatura, a partir de livros e artigos científicos publicados entre os anos de 2000/2017. O Diabetes Mellitus (DM) integra um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos, classificando-se em: DM tipo 1, DM tipo 2 (DM2), DM gestacional e outros tipos específicos de DM. No Brasil, estima-se que o DM é responsável em média por um excesso de mais de 12.000 internações/ano. É uma doença crônica que necessita de assistência médica contínua e orientações à população, pois acarreta graves transtornos. O diagnóstico precoce reduz/previne agravos futuros. Os exames realizados para diagnóstico do DM são a Glicemia de jejum e o Teste Oral de Tolerância à Glicose. O DM2 é um grave problema de saúde pública mundial e uma das principais doenças crônicas que afeta a humanidade. O crescimento da urbanização, dietas hipercalóricas, obesidade, industrialização, sedentarismo, entre outros, são fatores/comportamentos de risco determinantes para o crescente aumento do DM2. Esta doença eleva os gastos com saúde, onerando os Sistemas Públicos de Saúde. A eficácia no tratamento do DM2 exige perseverança, motivação e educação continuada. Inexiste tratamento com resposta terapêutica idêntica para todos os pacientes. A terapêutica farmacológica para o DM2 conta com a descoberta/evolução de novos fármacos que pretendem melhorar o controle da doença e das complicações a ela associadas. O DM2 dispõe de tratamentos eficazes para prevenir/retardar grande parte das complicações agudas e crônicas, necessitando de cuidados adicionais de saúde: educação continuada, modificações no estilo de vida, reorganização dos hábitos alimentares, prática de atividade física, redução do peso (se necessário), monitorização dos níveis glicêmicos e diminuição ou abolição do fumo e álcool, quando for o caso. Os resultados obtidos descreveram os fatores de risco e as patologias associadas ao DM2, descreveram os dados epidemiológicos do DM2 nas capitais do Brasil, identificaram os principais fatores de risco associados ao DM2 e apresentaram as principais patologias associadas ao DM2.

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Em função do elevado número de casos de infecção do trato urinário, assim como o aumento da resistência bacteriana, este estudo teve como objetivo identificar o perfil bacteriológico de ITU, correlacionando com a faixa etária e o sexo de maior prevalência. Foram analisadas 2.170 amostras de urina de um banco de dados cedidos por um laboratório particular da cidade de Belém, no período de janeiro a dezembro de 2016. Dentre as uroculturas, 295 obtiveram resultados positivos, sendo a Escherichia coli o principal agente etiológico causador de ITU. As bactérias Gram negativas apresentaram alta sensibilidade aos antibacterianos Ertapenem, Amicacina e Meropenem, com exceção do Proteus mirabilis que se mostrou sensível a 15 antibióticos diferentes e revelou resistência a Nitrofurantoína. A Penicilina, por sua vez, foi o antibiótico que mostrou elevada resistência em Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae. O estudo do perfil bacteriológico é necessário para identificar terapias adequadas para o uropatógeno causador do quadro, diagnosticado através de uroculturas e antibiogramas, tentado controlar desta forma a resistência bacteriana aos antibióticos.

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A doença de Parkinson é uma doença neurodegenerativa que afeta mais de 10 milhões de pessoas em todo mundo, é causada pela morte dos neurônios dopaminérgicos localizados nos gânglios da base. Verificou-se que intervenções com exercício resistido estimula a síntese de dopamina no restante as células dopaminérgicas, reduzindo assim os sintomas da doença. Neste sentido o estudo busca compreender o perfil lipídico e glicêmico comparando entre homens e mulheres que possuem DP e que realizam treinamento resistido na Universidade Estadual do Pará. Foram selecionados 35 indivíduos acima dos 40 anos que possuem Doença de Parkinson, onde foram submetidos ao treinamento resistido durante seis meses, logo após coletou-se as amostras para a dosagem de colesterol total, HDL, LDL, triglicerídeos e glicemia do jejum. Constatou-se que as taxas das dosagens se mantiveram dentro dos padrões de referência. Todavia quando comparados entre homens e mulheres observou-se que as mulheres possuíram os níveis de HDL elevados. Portanto conclui-se que a prática dos exercícios resistidos em pacientes com Doença de Parkinson colaborou positivamente para a regulação dos parâmetros bioquímicos e para o condicionamento físico e que independente do sexo o resultado é aceitável.

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A vitamina D é um nutriente essencial para o organismo humano e possui inúmeras funções de extrema importância, além de sua ação mais amplamente difundida, que é promover a homeostase do cálcio e do fósforo, contribuindo para a formação e reabsorção óssea. Atualmente, evidências comprovam que a vitamina D pode atuar em algumas doenças crônicas não transmissíveis, como o Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). A prevalência de DM2 vem aumentando drasticamente nos últimos anos e acometendo populações em todos os estágios de desenvolvimento biológico e econômico-social, assim como a ocorrência de hipovitaminose D, que já é considerada um sério problema de saúde pública. Diante disso, este trabalho teve como objetivo realizar um levantamento bibliográfico sobre a participação da vitamina D nos processos metabólicos que envolvem o DM2. Desta forma, por meio de pesquisas em bases de dados científicas, fez-se uma revisão sistemática da literatura em que houve a busca de artigos publicados no período de 2010 a 2017, que detalharam aspectos metabólicos e fisiológicos da vitamina D, do DM2 e que avaliaram a participação da vitamina D nos processos fisiopatológicos dessa doença. Ao todo, foram selecionados 10 artigos para as análises, de um total inicial de 274 trabalhos. Os autores analisados admitem que existe um papel importante da vitamina D nos processos que envolvem o DM2 e que a deficiência dessa vitamina pode contribuir para agravar os quadros de intolerância à glicose e resistência à insulina, porém ressaltam que as informações disponíveis ainda são escassas e incompletas, sendo necessários estudos mais aprofundados para que seja possível explicar os mecanismos de atuação dessa possível relação.

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O presente trabalho teve como o objetivo caracterizar o ciclo de vida de Clinostomum sp. em Belém-PA. Entre os meses de dezembro de 2016 a novembro de 2017, foram realizadas coletas de moluscos, peixes e aves, na Universidade Federal do Pará – Campus Guamá. Os moluscos coletados passaram por processos de triagem e de fotoestimulação artificial para verificar o processo de liberação cercariana. Para obtenção de metacercárias, espécimes de peixes foram coletados e analisados quando a presença de cistos em sua musculatura. Na pesquisa da forma adulta do parasito, um espécime de ave foi coletado e analisado quanto à infecção. Os estágios evolutivos do parasito foram identificados de acordo com sua morfologia por microscopia de luz e microscopia eletrônica de varredura. Durante os estudos malacológicos foram coletados 4905 moluscos das espécies Biomphalaria glabrata (1776), Melanoides tuberculata (934), Physa acuta (1052) e Pomacea caniculata (1143), destes apenas 12 espécimes de B. glabrata liberaram cercárias de trematódeo após fotoestimulação. Dos 100 espécimes de Poecilia reticulata coletados 69 estavam infectados com metacercárias de Clinostomum sp.. O único espécime de Ardea alba capturado as margens do Rio Tucunduba, não apresentou nenhum tipo de infecção por helmintos ou protozoários. Onze caramujos infectados liberaram cercárias com morfologia do tipo equinostoma, enquanto apenas um caramujo apresentou cercárias características de helmintos da família Clinostomidae. As metacercárias encontradas parasitando peixes foram identificadas como pertencentes ao gênero Clinostomum. Podendo sugerir, uma maior taxa de efetividade na infecção por cercárias de Clinostomum sp. em P. reticulata em comparação a Echinostoma sp., salientando assim a necessidade de pesquisas adicionais visando elucidar o ciclo de vida destes parasitos bem como seu caráter zoonótico.

 

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O presente trabalho teve como objetivo analisar comparativamente a atividade antimicrobiana do ácido peracético e hipoclorito de sódio contra o Staphylococcus aureus, evidenciando o melhor reagente na inibição do mesmo, além de quantificar a concentração mínima necessária para a inibição de crescimento. Para a metodologia tivemos dois grupos, o grupo experimental I (ácido peracético), foram utilizados 10 microtubos recebendo 900μL do reagente e diluições seriadas de 10-1 a 10-9, para o grupo experimental II (hipoclorito de sódio) outros 10 microtubos receberam 900μL do reagente e diluições seriadas de 10-1 a 10-9. Foi acrescentado mais 100μL do inóculo bacteriano aos microtubos de ambos os grupos, a mistura foi incubada em estufa bacteriológica por 5 minutos à 37ºC e posteriormente semeadas em meio de cultura. Nos resultados apresentados o ácido peracético mostrou eficiência na inibição de crescimento do S. aureus até a diluição de 10-2, sendo esta diluição a 0,001% do ácido peracético. Na diluição de 10-3 houve um crescimento parcial de 44% em relação ao grupo controle, nas diluições posteriores houve 100% de crescimento bacteriano. O hipoclorito de sódio mostrou eficácia até a diluição de 10-4 sendo essa diluição correspondente ao hipoclorito de sódio a 0,0001%. Na diluição de 10-5 o hipoclorito de sódio teve um efeito parcial de 86% de crescimento bacteriano em relação ao grupo controle, nas diluições posteriores houve 100% crescimento bacteriano. O hipoclorito de sódio mostrou ser dez vezes mais eficaz que o ácido peracético em relação a inibição de crescimento do S. aureus.

RESUMO

A região Amazônica brasileira apresenta uma das diversidades étnica mais variada do país, resultado do processo de formação inicial envolvendo três grupos étnicos principais (ameríndios, europeus e africanos). Desta forma, diferentes componentes genéticos contribuíram para a formação da população brasileira. Sabendo-se que o background genético de uma população pode predispô-la ao desenvolvimento de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), a investigação da variabilidade genética é de grande importância para a verificação da resistência e/ou susceptibilidade a doença. HAS é uma doença crônica, não transmissível, caracterizada pelo controle inadequado da pressão arterial, resultante da interação entre fatores ambientais e genéticos. Portanto este estudo busca avaliar a associação do polimorfismo 27VNTR do gene eNOS com a HAS numa população Amazônica. As amostras analisadas são oriundas da cidade de Belém-PA da Unidade Básica de Saúde da Sacramenta e inclui 50 Hipertensos e 49 Normotensos, os quais foram genotipados para o polimorfismo 27VNTR do gene eNOS com uma reação de PCR e gel de poliacrilamida. Análises de regressão logística indicaram uma forte associação de proteção do alelo eNOS*b (p-valor < 0,001) sobre o risco de desenvolver HAS, com odds-ratio (OR) de 0,001 (3,3 10-6 – 0,027). Além disso, foram observadas diferenças significativas da frequência alélica com África Subsaariana (cerca de 20%) que destaca a importância da ancestralidade em populações miscigenadas. Os resultados corroboram com trabalhos anteriores, que indicam o alelo eNOS*a como fator de risco para HAS e produzem uma nova evidência de sua contribuição no desenvolvimento da doença. Em paralelo, a contribuição de populações do oeste da África na região Norte do Brasil e a elevada frequência do alelo eNOS*a destaca a importância do estudo da variante na região.