Enfermagem - 2018

Display:

RESUMO 

A enfermagem alcançou grande reconhecimento, e vem se consolidando como ciência da saúde e se mostrando indispensável nos mais variáveis setores de serviço de saúde bem como na assistência e gerência de centros de promoção a saúde e qualidade de vida. Observou-se então que este avanço acabou por saturar o mercado de trabalho no campo da enfermagem causando com isto, diminuição nos postos de trabalho, aumento na carga horaria e arrocho salarial. Com isto, então, encontra-se no empreendedorismo uma saída para aliviar a recessão e contornar a alta oferta de profissionais presentes no mercado, onde pode-se buscar novas alternativas para a criação de postos de trabalho e com isso uma possível inserção no mercado, gerando benefício e promovendo saúde a uma determinada demanda social. O presente projeto de pesquisa objetivou conhecer uma nova perspectiva na atuação do enfermeiro, no cenário do empreendedorismo e sua visão de negócio, buscando formas inovadoras de trabalho bem como Potencializar o empreendedorismo na enfermagem, como setor de serviço. Identificar as áreas de atuação do enfermeiro como empreendedor e divulgar aspectos legais que possibilitem o empreender dentro da enfermagem. A metodologia utilizada foi de pesquisa qualitativa, estudo transversal baseada em métodos de teoria fundamentada, realizado em uma Instituição de Ensino Superior da cidade de Belém (PA), com Enfermeiros que possuem Título de Docentes. Os dados foram obtidos por meio da aplicação de um instrumento de coleta de dados embasado na forma de questionário. Tendo, portanto como resultado a percepção destes profissionais acerca do tema, desvelar novos setores de serviço para a atuação dos mesmos.

RESUMO

Este trabalho teve como objetivo demonstrar a percepção da gestante diagnosticada com HIV sobre os cuidados tomados durante a gravidez, especialmente sobre a amamentação, sabendo que o cuidado é o principal fator para a prevenção da transmissão vertical (TV). A pesquisa qualitativa é de caráter exploratório descritivo e um questionário semiestruturado foi aplicado no Centro de Referência em Uremia, em Belém do Pará. Observou-se que os sentimentos de preocupação, insatisfação e angústia foram encontrados nos relatos das gestantes, tendo em vista a confirmação da gravidez, em decorrência de sua condição sorológica e para receber a notícia de que não poderiam amamentar seus filhos. No entanto, a aceitação posterior de sua condição ocorreu. É necessário buscar sempre um cuidado mais humanizado com as gestantes infectadas pelo HIV nessa sociedade, para que sua percepção seja percebida pela enfermeira pré-natal no momento das consultas, pois isso tem um resultado satisfatório tanto para a gestante quanto para a gestante e o bebê.

 

RESUMO

Objetivo: identificar o perfil dos atendimentos realizados pelos voluntários da Cruz Vermelha no Círio de Nazaré, ano de 2017, segundo suas experiências. Método: esse estudo é de caráter exploratório retrospectivo de abordagem quantitativa, aplicado por um questionário com perguntas fechadas. Foi realizado na sede da Cruz Vermelha, Belém (PA), com foco na prestação de socorro. O sujeito da pesquisa serão os voluntários efetivos, coordenadores e enfermeiros que atuaram no evento. Resultados: o estudo alcançou uma amostra satisfatória com o total de 105 entrevistados, entre 57 mulheres e 48 homens, maioria com idade entre 21 a 30 anos, onde puderam identificar tipos de ocorrências mais atendidas e a assistência de enfermagem durante a procissão. Conclusão: o trabalho da Cruz Vermelha é essencial para o controle populacional e preventivo na ação conjunta com órgãos que trabalham no evento para diminuir a incidência de ocorrências e acidentes envolvendo turistas e romeiros.

RESUMO

Introdução: o delirium é um estado confusional agudo, no qual vai apresentar diferentes manifestações clínicas. O estudo irá proporcionar uma atenção e reflexão maior para este problema, e destacar que o profissional enfermeiro é capacitado para realizar essa abordagem que visa assegurar a segurança do paciente. Com isso o objetivo é analisar a percepção do enfermeiro sobre o protocolo de delirium na unidade de terapia intensiva. Metodologia: estudo descritivo com abordagem qualitativa realizado no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência com sete enfermeiros da unidade de terapia intensiva. Para a obtenção da coleta de dados foi realizado uma entrevista semi-estruturada e foram colhidos dados referentes ao perfil dos enfermeiros e aplicado um roteiro de entrevista com seis perguntas abertas. Para a análise dos dados foi utilizado o método de análise na teoria de Bardin. Resultados: após análise dos dados emergiram quatro categorias: Sinais de identificação do delírio; estratégias de cuidado: ambiente e conforto; intervenção com medicamentos e a contenção mecânica; atualização profissional para cuidar. Conclusão: portanto verifica-se a necessidade do reconhecimento do delirium como uma patologia que pode ser prevenida e tratada nas instituições e que podem estar acarretando prejuízos a pacientes internados. Posteriormente a recomendação da educação continuada para os profissionais a fim de promover conhecimentos referentes ao protocolo. Portanto, torna-se esse estudo essencial para incentivar novas pesquisas na área.

RESUMO

Introdução: A palavra estresse foi definida como sendo, essencialmente, o grau de desgaste total ao longo da vida. É um fenômeno que pode ser encontrado em todas as áreas profissionais, inclusive na enfermagem por ser uma profisssão que está ligada diretamente com o ato de prestar assistência ao paciente. Do ponto de vista etiológico, há fatores de risco a natureza fisíca, química, biologica e psíquica por exigir uma demanda de atenção, compreensão e empatia, tendo a responsabilidade de lidar com o público nas mais adversas situações, podendo, desse modo, ser construído um ambiente com manifestações de irritação, desapontamento, com chances de culminar em uma depressão. Objetivos: O objetivo primário desta pesquisa é conhecer na percepção da equipe de Enfermagem a presença dos fatores estressores no ambiente da Unidade de Terapia Intensiva da UTI-A: (I) Identificar na percepção dos profissionais de Enfermagem os fatores estressores que mais são acometidos na Unidade de Terapia Intensiva UTI-A; (II) Analisar a percepção da equipe de Enfermagem sobre os estressores que acomente os profissionais em Unidade de Terapia Intensiva (UTI-A); (III) Conhecer o perfil da equipe de enfermagem que atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI-A). Metodologia: Trata-se de um estudo de caso, com a realização de um entrevista com roteiro contendo sendo 6 questões para 16 profissionais da equipe de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva adulto do Hospital de Clínica Gaspar Viana. Resultados: Os resultados desta pesquisa apontam que a Unidade de Terapia Intensiva é um ambiente com inúmeros estressores, tais como ruídos, falta de materiais, desconhecimento do uso de tecnologias, procedimentos rápidos, local de trabalho insalubre, atendimento de pacientes graves e assistência às suas famílias, número reduzido de funcionários, sobrecarga de trabalho, longas jornadas de trabalho sem intervalo de qualidade para alimentação e repouso. Conclusão: Considerando a especificidade do trabalho na UTI, faz-se imprescindível que as instituições hospitalares se adequem às legislações que orientam o desenvolvimento do trabalho nas UTIs, priorizando a integridade física e mental dos profissionais da equipe de enfermagem, de modo a respeitar suas emoções, capacitá-los para a qualificação no trabalho, instrumentalizá-los corretamente e com materiais de qualidade, valorizar a atuação deste profissional dentro das unidades de terapia intensiva.

RESUMO

A assistência ao parto no Brasil já passou por várias modificações, com isso mudanças aconteceram e leis foram implantadas com o foco de humanização na assistência prestada a mulher e ao bebê e mesmo com tantas políticas se observa profissionais desqualificados para dar a assistência devida. Objetivou-se com esse estudo conhecer a assistência ao parto normal, em um hospital conveniado a rede cegonha. Tratou-se de um estudo de caráter descritivo com abordagem qualitativa, tendo como local de estudo a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará (FSCMPA), os dados foram coletados nos dias 24 a 31 de Julho de 2018 no turno da tarde, através de uma entrevista semiestruturada de caráter original com a utilização de gravação de voz, com 20 puérperas internadas na enfermaria Santana a qual é destinada a mulheres que tiveram parto normal. Para a análise de dados foram aplicados à análise de Conteúdo de Bardin. Os dados encontrados foram divididos em 2 categorias, a qual à primeira emergiu-se em 2 subcategorias. A primeira categoria é destinada ás que não tem conhecimento sobre humanização no parto. Emergindo a primeira subcategoria designada ás que tem conhecimento sobre violência obstétrica e a segunda subcategoria é designada ás que não tem conhecimento de violência obstétrica. Enquanto que, na segunda categoria é destinada a que tem conhecimento sobre humanização no parto. Conclui-se neste estudo que independentemente da idade, escolaridade ou a experiência de alguns partos, as mulheres não compreendem a humanização e mesmo com várias políticas e programas voltadas ao direito da assistência humanizada, ainda assim se tem o déficit do conhecimento sobre esse assunto. Como também os profissionais precisam prestar uma assistência humanizada, dando apoio, segurança, conforto, respeitando o tempo, desejo, anseio e expectativa de cada mulher, externando as mesmas os seus direitos. Por esse motivo para melhoria da assistência prestada, há proposição de uma tecnologia leve através de um folder demonstrando a humanização e os direitos da mulher frente ao processo de parto. 

RESUMO 

O pré-natal pode ser entendido como uma assistência de saúde prestada à mulher gestante, a fim de garantir uma gestação adequada e segura, por meio de um acompanhamento de saúde de qualidade. Apesar da diminuição da mortalidade infantil no Brasil nas últimas décadas, os indicadores de óbitos neonatais apresentam uma redução além do desejado, uma vez que essas mortes ainda ocorrem por causas evitáveis, principalmente no que diz respeito às ações dos serviços de saúde e, entre elas, a atenção pré-natal ao parto e ao recém-nascido. Este trabalho buscou investigar os fatores de riscos prevalentes no pré-natal em puérperas que tiveram seus recém-nascidos que evoluíram a óbito neonatal precoce. A pesquisa tem como abordagem quantitativa, com caráter analítico e retrospectivo. Foram analisadas as fichas de notificação de óbito neonatal, preenchidas com dados dos prontuários de recém nascidos que evoluíram a óbito nos primeiros sete dias de vida, no hospital FSCMP, nos anos de 2016 a 2017. As fichas foram obtidas no arquivo da comissão de óbito neonatal da FSCMP. Os resultados destacaram um predomínio de gestantes com idade entre 15 a 24 anos (55.1%), ensino fundamental incompleto (28.8%), solteiras (70.5%), sem profissão (67.9%) e 46% são estudantes. O recém-nascido apresentava em média 32 semanas (µ = 31.6), as gestantes com 2 gestações em média (µ = 2.3), em média 1 parto (µ = 1.1) e nenhum aborto (µ = 0.4). O peso médio dos recém-nascidos foi de 342.4 gramas, com no máximo 980 gramas. Além disso, a maioria (82.1%) das gestantes realizou o pré-natal, 4.5% apresentaram toxoplasmose e 1 (0.6%) apresentou sífilis. O positivo é o principal fator RH apresentado pelas gestantes (89; 57.1%) e 63.5% (n = 99) estavam com a vacina incompleta. As principais patologias ou fatores de risco durante a gestação diagnosticadas no período inter pré-natal foi infecção do trato urinário (ITU) (61; 39.1%), seguido de leucorréia (47; 30.1%). Em síntese, esta pesquisa indicou os principais fatores de riscos prevalentes no pré-natal de puérperas cujos filhos recém-nascidos evoluíram a óbito precoce, bem como o perfil sociodemográfico das mulheres puérperas em situação de risco que perderam seu recém-nascido de forma precoce. Destaca-se a importância do pré-natal enquanto condição fundamental para preparar o nascimento de uma criança e evitar o risco de morte precoce. Se faz necessário enriquecer o debate sobre a problemática proposta, a fim de agregar no conhecimento científico dos pesquisadores e da comunidade a respeito do tema.

RESUMO

Este artigo tem por objetivo analisar a prática e o conhecimento de enfermeiros/as de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no desenvolvimento do protocolo de atendimento da sepse. Especificamente buscou-se descrever o perfil dos profissionais que atuam em UTI; identificar a implementação do protocolo de sepse na instituição; e analisar o conhecimento técnico e prático do enfermeiro/a na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) em Unidade de Terapia Intensiva que atendem pacientes com sepse. Este estudo se baseou em pesquisa qualitativa, a fim de compreender e interpretar determinados comportamentos, a opinião e as expectativas de 8 profissionais de saúde que trabalham UTIs. Verificou-se sobre a implementação do protocolo de sepse na instituição repostas com mais concordâncias do que discordâncias, porém, o nível de detalhamento de um protocolo de atendimento de paciente séptico bem como sua na Assistência de Enfermagem (SAE) em Unidade de Terapia Intensiva para pacientes com sepse, mostrou-se pouco padronizada, conforme preconiza o protocolo de atendimento que prevê cuidados especiais e intervenções precoces em menos de 6 horas de abertura do protocolo. A prevenção de sepse obteve respostas muito similares, que enfatizavam procedimentos padrão sobre a higienização, aplicação do protocolo, e ações coletivas, pois cada enfermeiro deve ter consciência de que sua parte é muito importante dentro desse protocolo preventivo. Quanto às dificuldades de implementação do protocolo de sepse, detectou-se a necessidade de maior adesão da equipe no desenvolvimento correto e completo do protocolo, pois daí seguem os demais procedimentos, como identificação imediata da sepse e tempo hábil de iniciação do tratamento. Isso também passa pela necessidade de uma equipe multidisciplinar preparada para agir rapidamente e evitar maiores danos à saúde do paciente. 

RESUMO

O envelhecimento populacional decorre de mudanças em alguns indicadores de saúde, entre os povos indígenas, o aumento ainda que tímido, do número de idosos nas últimas décadas, pode estar relacionado à melhora dos parâmetros de saúde desta população, consequentemente contribuindo para o aumento da expectativa de vida. Dessa forma, questiona-se as condições de vida e saúde no processo de envelhecimento dessa população. Este estudo teve como objetivo analisar as condições de vida e saúde, descrevendo seu perfil sociodemográfico. Estudo quantitativo, descritivo e transversal, realizado com 30 idosos indígenas, com idade a partir de 60 anos, de ambos os gêneros, e de diversas etnias, sendo esses, acolhidos na Casa de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) do município de Belém (PA) no período de Outubro à Novembro de 2018. Foi aplicado um instrumento de coleta de dados adaptado da caderneta da pessoa idosa. Os resultados foram analisados utilizando a estatística descritiva com obtenção de frequência absoluta e percentual. Constatou-se predomínio do sexo masculino, na faixa etária septuagenária, casados, da etnia Tembé, com nenhuma escolaridade, com menor contato com a civilização urbana. Quanto às suas condições de vida, a maioria referiu serem ex-tabagistas, não consumiam bebidas alcoólicas, mas praticavam atividades físicas com uma alimentação adequada. Em relação às condições de saúde autorreferem seu estado de saúde entre “regular” e “bom”, acometidos por doenças crônicas não transmissíveis, utilizam medicação contínua para tratamento terapêutico e o chá como tratamento alternativo de costume de sua etnia. Concluímos que as condições de vida estão satisfatórias no que corresponde aos seus hábitos saudáveis, no entanto, foi observado que as condições de saúde necessitam de uma atenção maior, pois há idosos indígenas que autorreferem seu estado de saúde “regular” e “bom” apesar de estarem acometidos por doenças crônicas não transmissíveis, entre essas, a hipertensão arterial sistêmica e câncer de colo do útero. O estudo contribui para a comunidade científica da área da saúde, pois descreve o perfil sociodemográfico e as condições de vida e saúde da população idosa indígena, sendo uma fonte de informações para apontar aos possíveis fatores que possam indicar para um envelhecimento ativo e saudável dessa população.

INTRODUÇÃO

A representatividade do trabalho na sociedade está ligada as realizações pessoais e de subsistência, todo trabalho exige algum tipo de exposição da parte do trabalhador que pode em determinado momento afetar sua saúde física e mental. De Paula et al (2010) diz que os profissionais mais suscetíveis aos problemas da saúde mental são aqueles que interagem, a maior parte do tempo, com indivíduos que necessitam de sua ajuda. Sendo uma necessidade ao desenvolvimento humano, o trabalho em saúde tem potencial danoso à saúde dos trabalhadores devido à exposição destes aos mais diversos riscos oriundos do labor. Os trabalhadores podem sofrer influências de fatores determinantes para o desgaste de sua saúde, assim como para o risco psicossocial, o qual compreende uma reação complexa que envolve componentes físicos e psicológicos de enfrentamento do ser humano a uma variedade de situações de temeridade (PEDRO et al, 2017; DALRI; ROBAZZI; SILVA, 2010)...

RESUMO

Introdução: O Brasil vem passando por uma transição demográfica, onde sua população está se tornando cada vez mais velha, sendo necessárias mudanças dentro da sociedade com políticas mais específicas para essa faixa etária. Os direitos dos pacientes foram fundamentados a partir da valorização da dignidade da pessoa humana, considerando como ter competência para tomar decisões sobre sua vida e saúde, de acordo com projeto e valores pessoais. Essa valorização é recente em seu contexto histórico, e sua introdução ocorre devido a pensamentos liberais na sociedade moderna. Tais ideias proporcionam ao indivíduo a reivindicação do reconhecimento de sua liberdade e do seu direito individual. Respeitar os direitos dos pacientes é uma questão ética e bioética na prática da enfermagem, e o cuidado é um instrumento concreto para atingir este objetivo. Os enfermeiros possuem potencial para auxiliar na efetivação do respeito aos direitos do paciente, mas, para tal, é necessário assumir atitudes e comportamentos que garantam isso. Objetivo: Conhecer a percepção do idoso e do profissional de enfermagem sobre o atendimento aos aspectos éticos e bioéticos do envelhecimento no exercício da enfermagem. Metodologia: Esta pesquisa é do tipo qualitativo, com abordagem descritiva. Foi realizada em quatro Unidades Municipal de Saúde (UMS) no município de Tucumã-PA, onde foram entrevistados aproximadamente 20 idosos e 07 profissionais da enfermagem, de acordo com a saturação dos dados. Considerações finais: A bioética tem uma importância na formação do profissional de enfermagem na forma da resolução dos problemas cotidianos apresentados pela profissão, fazendo que o profissional adquira uma forma de perspectiva de pensamentos reflexivos críticos aonde interferirá na sua prática moral perante os pacientes e familiares que está aos seus cuidados.

RESUMO

O Ministério da saúde (MS) elaborou a Política Nacional Atenção Integral a Saúde do Homem (PNAISH), com o intuito de atingir todos os aspectos da saúde nos seus ciclos vitais. Logo, a enfermagem tem papel importante junto à população masculina em minimizar barreiras, especialmente a do imaginário social com ações focadas na PNAISH. O enfermeiro, além de ser um profissional da saúde, atua como um educador onde desenvolve esclarecimentos de dúvidas e incentivando a população masculina com cuidados próprios. Assim, este estudo de investigação narrativa de abordagem qualitativa tem por objetivo geral identificar a percepção do homem quanto às ações de saúde pública. Tomando como referência o levantamento de dados por meio de questionários de perguntas norteadoras. Utilizou-se como método para análise de dados o discurso do sujeito coletivo (DSC) por ser um instrumento que permite visualizar melhor a representação social, cujo resultado será apresentado como discurso, da forma como os indivíduos pensam. De acordo com análise dos dados, emergiram-se Ideias Centrais através das Expressões- chaves de cada discurso do sujeito. O estudo “O Olhar do Homem para o Cuidado de Si” confirmou que os homens entrevistados veem a saúde como um fator indispensável e importante, contudo os incentivos ainda são escassos, as equipes pouco preparadas para abordar tal população e as ações de saúde pouco desenvolvidas.

RESUMO

Introdução: A tuberculose, além de ser uma doença grave, também pode levar à morte, tem, na quimioterapia, um instrumento capaz de curá-la na quase totalidade dos casos. Atualmente, em nosso meio, podemos contar com a facilidade de acesso ao diagnóstico e aos medicamentos utilizados no tratamento. Entretanto, na prática, existe uma grave restrição o abandono do tratamento decorrente da não adesão dos pacientes, fenômeno cujas causas são de difícil abordagem. Objetivo: analisar os fatores na adesão e abandono ao tratamento medicamentoso da tuberculose pulmonar em pacientes adultos cadastrados em unidade de saúde no estado do Pará. Estudo descritivo com abordagem quantitativa com 43 pacientes em uma unidade de saúde no município de Belém-PA. Utilizou-se questionários assistidos abordando seus aspectos socioepidemiológicos, patologia, adesão e abandono dos pacientes acometidos pela tuberculose pulmonar. Os dados foram tabulados pelo programa Microsoft Excel 2010 e apresentados em tabelas e gráficos. Foi utilizado o pacote estatístico teste exato de fisher e teste G. Resultados: A maioria dos entrevistados é do sexo masculino, na faixa etária entre 18 a 37 anos, com escolaridade incompleta. Apresentando adesão ao tratamento com 65% e abandono com 35%, relacionado ao etilismo e tabagismo teve relevância de 66,7% demonstrando como indicadores que contribuem para descontinuidade do tratamento. Discussão: Foi constatado que a adesão se sobrepõe ao abandono, porém a taxa de abandono observado nesse estudo ultrapassou o proposto pelo Ministério da Saúde que é de 5%. As causas de abandono são diversas, entretanto foi evidenciado que o consumo de bebidas alcoólicas e fumo prevalecem como fatores que implicam na adesão e consequentemente o abandono ao tratamento. A maioria dos pacientes acometidos pela doença preferem manter os hábitos de vida e não fazer o uso das medicações. Conclusão: Portanto, conclui-se que o perfil sócio epidemiológico e os hábitos de vida são fatores de risco para o abandono, diante disso é importante que o profissional de saúde em especial o enfermeiro, identifique esses pacientes ainda na primeira consulta, para promover estratégias ligada à realidade de vida individual e coletiva direcionando ações para que esse paciente não venha abandonar e com isso ter um controle epidemiológico eficaz dos pacientes que aderem e os que abandonam. 

 RESUMO

Aborda uma doença ocupacional que acomete principalmente os profissionais da área de saúde, que lidam com vidas e tem o estresse como fator agravante, a Síndrome de Burnout. O objetivo principal deste estudo é descrever a presença de sinais característicos das Síndrome de Burnout na equipe de enfermagem do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), na região metropolitana de Belém e relacionando com os fatores preditores. Trata-se de um estudo descritivo quantitativo, com 33 trabalhadores de enfermagem. Foi utilizado um questionário estruturado, autoaplicável, elaborado e adaptado por Chafic Jbeili, inspirado no Maslach Burnout Inventory. A análise dos dados foi realizada através do método ANOVA. Os resultados mostram que 42,5% dos profissionais analisados demonstram possibilidade de desenvolver Burnout e 39,4% estão na fase inicial da síndrome e 18,1% são os profissionais em que a síndrome já está se instalando e é necessário que procurem ajuda profissional para prevenir o agravamento da síndrome de Burnout. 

RESUMO

A Organização Mundial de Saúde (OMS), lançou em 2004, a Aliança Mundial para segurança do paciente. À medida que as incidências de agravos traumáticos, cânceres e doenças cardiovasculares continuem a aumentar, o impacto da intervenção cirúrgica nos sistemas de saúde pública crescerá. O Desafio Global para a Segurança do Paciente: Cirurgias Seguras Salvam Vidas tem como finalidade de melhorar a segurança da assistência cirúrgica no mundo pela definição de um conjunto central de padrões de segurança. O protocolo segue uma estrutura estabelecida para a assistência transoperatória segura em hospitais. Isto envolve uma sequência rotineira de eventos, avaliação pré-operatória do paciente, intervenção cirúrgica e preparação correta para assistência pós-operatória, cada um com riscos específicos que devem ser minimizados ou evitados. O presente estudo teve como objetivo analisar a adesão ao protocolo de cirurgia segura pela equipe de enfermagem como parte integrante para cirurgia segura, sendo uma pesquisa de caráter Qualitativo do Tipo Exploratório, seguindo um roteiro de entrevista contendo quatro perguntas referentes ao perfil sócio-profissional e quatro específicas ao objeto de estudo, realizado com vinte e seis participantes, sendo técnicos de enfermagem e enfermeiros, vinte e três do gênero feminino e três do gênero masculino, do centro cirúrgico do Hospital Ophir Loyola, que demonstraram interesse em participar do estudo. Desta forma realizamos a coleta de dados após a liberação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Faculdade Integrada Brasil Amazônia (FIBRA), os dados foram coletados no mês de agosto de 2018. Analisados de acordo com o método de análise de conteúdo, segundo Bardin (2011). Os resultados foram divididos em quatro categorias (Adesão da equipe de enfermagem ao protocolo de cirurgia segura; Aplicação do protocolo de cirurgia segura na instituição; Percepção da equipe de enfermagem sobre os pontos positivos e negativos na implementação do protocolo de cirurgia segura; Necessidades e contribuições adesão ao protocolo de cirurgia segura) estas se basearam no que diz respeito ao estudo. Portanto, o estudo demonstra a adesão da equipe de enfermagem ao protocolo de cirurgia segura e suas dificuldades na aplicabilidade e implementação do checklist.

 

RESUMO

 A mulher vem empenhando-se cada vez mais em conquistar seu espaço na sociedade, buscando paridade com a comunidade masculina, abrindo cada vez mais espaço para sua independência financeira e seu crescimento profissional, dessa forma o desejo de se tornar mãe vai ficando cada vez mais distante, passando com isso a ter cada vez mais ciclos menstruais, abrindo espaço para o surgimento de doenças antes desconhecidas como a endometriose. Essa patologia, muitas vezes desconhecida, afeta diretamente sua qualidade de vida, com sintomas que vão além do físico, lhe trazendo fortes consequências. Objetiva-se com este estudo, analisar a qualidade de vida das mulheres acometidas por endometriose, com implicações para os cuidados de enfermagem. Estudo desenvolvido sob aspectos exploratórios, de natureza quantitativa com aplicação de questionários, buscando compreender a qualidade de vida de mulheres com endometriose. A população foi constituída por mulheres que realizam tratamento nesse serviço, totalizando 8 participantes. O Aspecto Social obteve maior pontuação, indicando que atividades do dia a dia, são desempenhadas, sem que dificuldades físicas intercedam, sem grandes consequências. Torna-se pertinente evidenciar que as ações de recuperação, promoção, prevenção e educação em saúde precisam ser oferecidas, para atuarem com qualidade, aspirando assim à melhora propicia para a vida das portadoras de endometriose.

 RESUMO

Com o avanço dos anos é perceptível o aumento da expectativa de vida da população devido ao avanço das tecnologias, acompanhada pela alteração do estilo de vida e a redução da taxa de natalidade e mortalidade, respectivamente. Assim explicando significativamente o envelhecimento populacional. Apesar de ser um processo natural, o envelhecimento não ocorre igual, cada idoso é um ser único e sua longevidade é influenciada por fatores de origem fisiológica, psicológica, social, cultural e econômica que podem atuar sobre a qualidade de vida na velhice. Ocorre que em decorrência da longevidade, associado ao estilo de vida desfavorável e exposição aos fatores de risco, muitos desses idosos são acometidos por doenças crônicas, deparando-se com a vivencia do envelhecimento patológico, e dentre essas doenças está o câncer. O câncer gástrico ou câncer de estômago é uma das neoplasias mais prevalentes na região norte, está entre os mais incidentes no Brasil para o ano de 2018 com exceção do câncer de pele não-melanoma, cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. Atualmente é possível observar a falta de interesse dos profissionais da saúde em ter uma ótica mais profunda relacionada a saúde emocional, social, cultural e familiar do idoso com câncer, e a carência na conscientização do quanto esse ponto é importante durante o tratamento, refletindo na qualidade de vida do paciente, pois o câncer é uma doença que afeta não só o organismo, mas também a estrutura psicológica do doente diante da vista de morte, e no idoso isso torna-se mais intenso devido ao pensamento de estar no “fim da vida”, por este motivo é necessário o interesse partido do profissional da saúde pela percepção desses idosos que convivem com o câncer, com a atenção voltada para o cuidado. Portanto este trabalho teve como objetivo analisar a percepção dos idosos sobre o envelhecimento com câncer de estômago no hospital referência oncológica na região metropolitana de Belém. A metodologia utilizada trata-se de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, a partir dos estudos envolvendo o cuidado centrado na pessoa cujo o foco é a relação proximal entre o profissional de saúde e o usuário, ambos como membros participantes no processo de cuidado.

 RESUMO 

A epidemia do HIV/AIDS está ocorrendo em todas as faixas etárias e observa-se que tem ocorrido um aumento significativo no número de casos em idosos. Devido a diminuição da mortalidade e o aumento da expectativa de vida, os idosos vem sendo a população que mais cresce mundialmente, levando assim ao envelhecimento populacional. Com o prolongamento da esperança de vida, as medicações para disfunção erétil, tratamentos para reposição hormonal, tem impulsionado uma vida sexual mais ativa do idoso. Objetiva-se caracterizar o perfil dos idosos com HIV/AIDS cadastrados no Serviço de Assistência Especializada. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de caráter descritivo, retrospectivo, por meio da abordagem de prontuários dos pacientes com idade superior a 60 anos, em acompanhamento ambulatorial no SAE do Hospital Universitário João de Barros Barreto, no período de Janeiro de 2014 a Dezembro de 2017. Os resultados dos prontuários analisados nos mostrou que, a maioria mora em Zona Urbana (94%), com idade entre 60-64 anos, do sexo masculino (67%), pardo (83%), solteiro (40%), declararam ter uma religião (63%), residem sozinho (44%) e com o ensino fundamental incompleto (63%); a infecção ocorreu apenas por contato sexual (60%), com tempo de diagnóstico a menos de um ano (56%), a descoberta da infecção foi a nível ambulatorial (57%), todos foram internados durante o acompanhamento ambulatorial (100%), não continham nos prontuários as informações sobre a vida sexual atual e não houve uma abordagem da equipe multiprofissional sobre sexualidade na terceira idade e prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (90%). Concluindo assim, que os idosos merecem ter uma atenção especial quanto a orientação pela equipe multiprofissional nas consultas sobre prevenção de IST’s e sexualidade, além do impacto de doenças oportunistas que acometem os pacientes com Aids, pois mesmo com a disponibilização dos antirretrovirais no SUS sendo gratuita, nota-se a baixa adesão ao tratamento entre os pacientes.

 RESUMO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou, em 2004, que a segurança do paciente corresponde à redução ao mínimo aceitável do risco de dano desnecessário associado ao cuidado da saúde. A segurança e a qualidade do atendimento ao paciente são aspectos essenciais na prática da enfermagem. Todavia, inúmeras tarefas realizadas pela Enfermagem envolvem um importante grau de risco e, indiscutivelmente, o preparo e a administração de medicamentos representam uma das atividades mais sérias e de maior responsabilidade da enfermagem. Objetivos: Analisar as barreiras de segurança do paciente estabelecidas pela equipe de enfermagem quanto ao preparo e a administração de medicamentos vasoativos em uma Unidade de Terapia Intensiva Adulto – UTIA. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório com abordagem de análise qualitativa realizada entre junho e agosto 2018, cuja coleta de dados foi implantada por meio de questionário com 10 perguntas fechadas e 4 abertas nos turnos manhã, tarde e noite, com 11 profissionais de enfermagem que atuam em uma unidade de terapia intensiva adulto, na região Norte do Brasil, sendo estes 9 técnicos de enfermagem e 3 enfermeiros. Os critérios de inclusão foram: estar no exercício de suas funções no período de coleta de dados, e aceitar participar da pesquisa e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Dos profissionais que compuseram a pesquisa a maioria pertenciam ao sexo feminino. Observou-se que a maioria dos profissionais atuam no cenário da pesquisa em um intervalo de tempo de 6 a 10 anos. A maioria dos profissionais afirmaram que já fizeram especializações para atuar na UTIA. Observou-se que, a maioria dos participantes da pesquisa possui um entendimento de reconhecer uma droga vasoativa. No entanto, há um equívoco quando os participantes associam uma droga vasoativa (Dopamina) a um sedativo (Fentanil). Quanto aos protocolos de segurança do paciente de drogas vasoativas no posto de enfermagem da UTIA destaca-se não possuir protocolo específico quanto ao manejo destes tipos de drogas. Analisado as barreiras de segurança utilizadas pelos profissionais 5 responderam que utilizam a dupla checagem como barreira, 4 profissionais responderam que utilizam a identificação de dados dos pacientes no rotulo da medicação e 2 profissionais responderam o uso da bomba de infusão. Analisando os fatores que interfere para segurança no preparo e administração das drogas, 4 profissionais responderam falta de conhecimento técnico cientifico, 3 profissionais responderam melhorar a estrutura física, 2 responderam interrupções relacionados a assistência e 2 profissionais responderam falta de atenção devido o cansaço. Conclusão: Conclui-se que há barreiras implantadas na prática clínica, porém apresentam fragilidades demonstrando a necessidade de serem padronizadas, incorporadas na Instituição, no intuito de promover uma assistência segura e eficaz.

 RESUMO

A pele do recém-nascido é caracterizada como delicada, fina e frágil, estas características, associadas à imaturidade dos sistemas e à utilização de dispositivos médicos, imprescindíveis à sua sobrevivência, aumentam o risco de lesões cutâneas. O objetivo foi analisar os recursos de prevenção de lesões cutâneas, causadas por dispositivos médicos na prática assistencial do enfermeiro na UTIN. Trata-se de um estudo de caso institucional, que possui uma abordagem qualitativa do tipo Pesquisa Convergente Assistencial. Os dados obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, realizadas na Unidade Neonatal de um Hospital do Norte do Brasil, foram analisados por meio da técnica de Análise do Discurso. Obteve aprovação no CEP n° 2.756.451. Os participantes da pesquisa foram enfermeiros que atuam no setor. Os resultados obtidos demonstraram que os enfermeiros entrevistados que atuam diretamente na UTIN têm maior conhecimento relacionado à pele, lesões, dispositivos que causam lesões, prevenção e tratamento, enquanto os enfermeiros que apenas ficam responsáveis pelo setor, demonstraram um conhecimento superficial diante das questões levantadas. Esse estudo possibilitou a efetivação de uma atualização bibliográfica, uma análise sobre a prevenção de lesões de pele dos RNPTs e os cuidados essenciais com a pele desses RNs internados em UTIN. Ressaltamos, a importância do papel da equipe de enfermagem diante do desenvolvimento de ações que promovam não só a integridade da pele, mais que este tenha interesse pelo paciente em sua totalidade.